A Constituição de 1976 pertence à história portuguesa e deve ser entendida a partir das razões da sua existência. Foi escrita num momento concreto, com linguagem, compromissos e expectativas próprias desse tempo: uma interpretação política da sociedade portuguesa dos anos 70 feita por aqueles que a pensaram e aprovaram.
O princípio que deve guiar-nos para perceber a importância da Constituição é que ela traduz os nossos valores morais e o nosso entendimento sobre a nossa sociedade histórica.
Portugal não começa na Constituição e não termina nela. Cada geração deve refletir sobre si mesma, e deve decidir se a mesma ainda traduz a essência de Portugal. Por isso, a Constituição deve poder ser discutida sem medo:
pelo futuro de Portugal.